Da guerra ao embarque: por que viajar para o Nordeste vai pesar no bolso
A guerra no Oriente Médio pode parecer distante para o turista brasileiro, mas seus efeitos já começam a ser sentidos onde mais dói: no bolso – e, mais especificamente, nas passagens aéreas.
O conflito envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã desencadeou uma reação em cadeia no mercado global de energia. O resultado é direto: o combustível de aviação disparou. Em poucos dias, o querosene chegou a subir mais de 50%, pressionando fortemente os custos das companhias aéreas.
E aqui está o ponto-chave: combustível não é detalhe – ele representa cerca de 25% dos custos operacionais de uma companhia aérea. Ou seja, qualquer oscilação vira, inevitavelmente, reajuste de tarifa.
Executivos de empresas como Azul, Gol e Latam já admitem o que o mercado inteiro sabe, mas evita dizer em voz alta: as passagens vão subir.
E o Nordeste entra onde nessa história?
O Nordeste brasileiro depende fortemente da aviação para manter seu fluxo turístico, especialmente no mercado doméstico. Diferente de regiões com forte acesso rodoviário ou ferroviário, aqui o avião não é luxo – é infraestrutura.

