Encontro das (IGRs) do estado

Regionalização em novo ciclo: Brasília acena, mas o jogo se decide nos territórios

O Ministério do Turismo volta a movimentar uma de suas engrenagens mais estratégicas – e, historicamente, mais desafiadoras: o Programa de Regionalização do Turismo. Agora, com um redesenho que promete sair do discurso e avançar para a prática, a aposta recai sobre o fortalecimento das Instâncias de Governança Regionais (IGRs).

A nova abordagem sinaliza um reposicionamento institucional que busca estreitar, de forma mais orgânica, a relação entre União, estados, municípios e, sobretudo, os territórios turísticos organizados. A ideia é clara: menos centralização burocrática e mais inteligência regional aplicada.

Entre as ações anunciadas, destacam-se a realização de eventos regionais, a capacitação de gestores públicos e privados, a produção de materiais orientativos e o atendimento técnico especializado. Na teoria, um pacote robusto. Na prática, um teste de maturidade para o sistema de governança do turismo brasileiro.

As IGRs – muitas vezes subestimadas ou subutilizadas – passam a ocupar o centro da estratégia. São elas que conhecem o território, que dialogam com o trade local e que podem, de fato, transformar diretrizes nacionais em resultados concretos.

No Rio Grande do Norte, o movimento já começa a ganhar forma. A Secretaria de Turismo do Estado articula um encontro com as IGRs nesta quinta-feira (26/03), num gesto que vai além da formalidade institucional: trata-se de alinhar discurso, calibrar expectativas e, principalmente, medir o grau de prontidão das regiões turísticas potiguares.

O novo ciclo da regionalização pode representar uma virada de chave para destinos que ainda operam abaixo do seu potencial. Mas também pode expor fragilidades estruturais – desde a baixa qualificação técnica até a falta de integração entre atores locais.

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