Transporte Aéreo

Combustível nas alturas, turismo no chão: o Brasil tenta salvar o preço das passagens

O turismo brasileiro entrou em zona de turbulência – e o combustível é o principal responsável por isso. O aumento expressivo no preço do querosene de aviação (QAV), fortemente influenciado pela política de preços da Petrobras e pelas oscilações do mercado internacional, tem pressionado as companhias aéreas e, inevitavelmente, elevado o custo das passagens.

Diante desse cenário, o Governo Federal do Brasil passou a adotar uma série de medidas para tentar frear essa escalada e evitar um impacto ainda mais severo sobre o setor turístico – um dos grandes motores da economia nacional.

A ampliação de acordos de céus abertos e o incentivo à entrada de novas companhias no mercado brasileiro visam aumentar a competitividade e, com isso, pressionar os preços para baixo.

Uma das frentes mais sensíveis envolve a articulação com governos estaduais para reduzir o ICMS sobre o querosene de aviação – um dos componentes que mais encarecem o produto no Brasil.

A aviação é um elo vital da cadeia do turismo. Sem passagens acessíveis, destinos perdem competitividade, eventos são esvaziados e o fluxo turístico diminui – especialmente em regiões dependentes do transporte aéreo, como o Nordeste brasileiro.

Cidades como Natal sentem esse impacto de forma ainda mais intensa. Aqui, onde o turismo é vetor econômico essencial, qualquer aumento no preço das passagens representa menos visitantes, menor ocupação hoteleira e redução na circulação de renda.

O desafio do governo é complexo: equilibrar uma política energética alinhada ao mercado internacional sem sufocar setores estratégicos como o turismo. E mais do que medidas emergenciais, o Brasil precisa avançar em uma agenda estrutural – que inclua maior previsibilidade de preços, diversificação energética e políticas permanentes de estímulo à aviação regional.

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