42º Encontro Nacional da Abrasel.

Mesmo pressionado por inflação em alta, setor de Alimentos e Bebidas tem oportunidades para 2025

Inflação em alta, taxa de juros crescente e desaceleração da economia. O cenário macroeconômico tem pressionado não apenas o bolso do consumidor final, mas também dos empresários do setor de Serviços, entre eles, aqueles do segmento bares e restaurantes. Com isso, primeiro trimestre de 2025 termina apontando oportunidades significativas em meio a desafios persistentes no mercado. Este é o recado do economista da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Rio Grande do Norte (Fecomércio RN), William Figueiredo, que palestrou na tarde de quinta-feira (20), no Centro de Convenções de Natal, durante o 42º Encontro Nacional da Abrasel.

Porém, as estimativas do PIB, inflação e taxa de juros para este ano apontam para um cenário de aceleração inflacionária, como vem sendo registrado, especialmente, a partir de novembro de 2024. O aumento dos juros, com projeções que permanecerão em patamar de dois dígitos, e a expectativa de um dólar a R$ 6,00, configuram desafios que exigem estratégias de adaptação e inovação por parte dos gestores do setor.

Outro ponto relevante apresentado é o desafio que o setor de bares e restaurante tem tido para repassar a inflação dos alimentos. Nos últimos quatro anos o aumento de preços nos supermercados foi 20 pontos percentuais acima da inflação da alimentação fora do domicílio. A margem de lucro do setor vendo sendo comprida ano após ano. Só nos últimos 12 meses o café aumentou 66% na gôndola do supermercado, mas apenas 11% na conta do restaurante. “Os números mostram que há um grande desafio de manter os negócios funcionando de forma competitiva sem comprometer a margem de lucro”, alerta.

Além disso, a palestra abordou a evolução dos canais digitais de comercialização, evidenciada pelo crescimento expressivo do delivery. Dados apresentados indicaram que em 2024 apenas um aplicativo de entregas registrou 110 milhões de pedidos por mês, um novo recorde. “As dark kitchens são hoje grandes concorrentes dos estabelecimentos físicos. É preciso investir na experiência, atendimento e qualidade do serviço prestado para reter e atrair clientes para bares e restaurantes.”

Com base nos dados e análises apresentados, Figueiredo concluiu que, embora o setor de bares e restaurantes enfrente pressões oriundas da alta inflação e dos reajustes de custos, existem oportunidades relevantes para quem investir em tecnologia, qualificação dos profissionais e estratégias de fidelização do cliente. “A capacidade de adaptação e a inovação serão determinantes para que o setor não só supere os desafios, mas também consolide um crescimento sustentável no médio e longo prazo”, afirma.

Fonte. Fecomércio/RN

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