Foz do Iguaçu chama o turismo brasileiro para discutir o futuro e o Rio Grande do Norte precisa estar lá
Entre os dias 10, 11 e 12 de junho, Foz do Iguaçu (PR) sediará um dos mais relevantes encontros científicos do turismo brasileiro em 2026. O evento reunirá pesquisadores, gestores públicos, empresários, estudantes e profissionais do setor para discutir um tema que já deixou de ser tendência para se tornar realidade: a transformação digital e a inteligência artificial no turismo e seus impactos sobre profissões e destinos turísticos.
O encontro propõe um debate profundo sobre como as tecnologias emergentes – inteligência artificial, automação de atendimento, análise de dados, marketing digital avançado, plataformas inteligentes de gestão e previsão de demanda – estão alterando não apenas a forma de viajar, mas principalmente a maneira de planejar, promover e gerir destinos turísticos.
E aqui está o ponto mais importante:
não se trata mais apenas de inovação tecnológica, mas de sobrevivência competitiva dos destinos.
Ou seja, o turismo mundial passou a ser orientado por dados.
Nesse cenário, eventos científicos como este cumprem um papel decisivo: são neles que surgem metodologias, pesquisas e experiências aplicadas que depois chegam ao mercado e à gestão pública. Muitos destinos brasileiros já estão estruturando observatórios de turismo baseados em inteligência de dados – algo que o Rio Grande do Norte ainda precisa consolidar.
A pergunta que fica é direta:
o trade turístico potiguar vai assistir essa transformação acontecer ou vai participar dela?
Mais do que participar de um congresso, trata-se de entender para onde a atividade está caminhando.
O Rio Grande do Norte vive um momento de reposicionamento turístico, buscando novos mercados, ampliando conectividade aérea e valorizando experiências. Porém, sem inteligência de dados, presença digital estratégica e capacitação profissional contínua, qualquer esforço promocional corre o risco de se tornar apenas pontual.

