Quando o Ministério chega ao destino, o turismo deixa de ser promessa
Encerrada em Maceió, a Caravana Federativa deixa uma lição clara: o turismo só avança quando a política pública sai de Brasília e pisa no território. A presença direta do Ministério do Turismo ao lado de gestores municipais e das Instâncias de Governança Regional mostrou que, muitas vezes, o maior gargalo não é a falta de recursos – é a falta de orientação.
A Caravana cumpre um papel essencialmente pedagógico. Ao aproximar técnicos federais de prefeitos, secretários e equipes locais, transforma programas complexos em caminhos possíveis. Projetos deixam de ser abstrações e passam a ser construções reais. Informação, nesse contexto, vira infraestrutura.
Outro ganho importante é o fortalecimento da governança regional. Ao reconhecer e dialogar com as IGRs, o Governo Federal reforça a ideia de que o turismo não se organiza sozinho nem de forma isolada. Ele precisa de rede, cooperação e alinhamento entre União, estados e municípios.
A experiência de Maceió provoca uma pergunta inevitável: quando será a vez do Rio Grande do Norte? Um estado com forte vocação turística não pode prescindir de ações que aproximem o Ministério dos municípios, qualifiquem gestores e destravem projetos.
Se o turismo é, de fato, prioridade, iniciativas como a Caravana mostram o caminho: menos distância institucional, mais presença técnica. Quando o Ministério chega ao destino, o turismo para de ser discurso – e começa a acontecer.

