Política permanente: o caminho para um turismo mais competitivo no Rio Grande do Norte
O turismo não se desenvolve apenas com belas paisagens, campanhas promocionais ou grandes eventos. Para que um destino seja competitivo de forma consistente, é preciso planejamento, governança e, principalmente, políticas públicas permanentes.
Essa foi a mensagem defendida por Vanessa Paganelli, técnica do Conselho Empresarial de Turismo e Hospitalidade da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), durante palestra no Fórum Fluminense de Turismo. A reflexão reforça um princípio que já vem sendo debatido em todo o Brasil: o turismo precisa ser tratado como política de Estado, e não apenas como ação de governo.
No Rio Grande do Norte, essa discussão ganha ainda mais importância. O Estado reúne um patrimônio natural, cultural e histórico capaz de colocá-lo entre os destinos mais competitivos do país. Entretanto, para transformar potencial em resultados duradouros, é indispensável construir uma Política Potiguar de Turismo, com objetivos claros, metas de longo prazo e compromisso institucional.
Nesse contexto, merece destaque a recente iniciativa da Federação do Comércio do Rio Grande do Norte de reunir representantes do trade turístico para discutir estratégias voltadas ao fortalecimento do setor. O diálogo entre as entidades empresariais, o poder público e a sociedade é um passo importante para consolidar uma agenda de longo prazo.
O Rio Grande do Norte reúne todas as condições para liderar esse movimento. O momento é oportuno para transformar o debate em ação e construir uma política pública moderna, participativa e permanente, capaz de orientar o desenvolvimento do turismo potiguar nas próximas décadas.
Mais do que um projeto de governo, o turismo precisa ser um projeto de Estado. É essa continuidade que transforma potencial em competitividade e faz dos destinos referências nacionais e internacionais.

