Engenho Lagoa do Fumo e a Lenda das Moendas de Ouro: onde a história encontra o imaginário potiguar
São José do Mipibu, um dos municípios mais antigos do Rio Grande do Norte, guarda em seu território não apenas marcos importantes da formação histórica do Estado, mas também narrativas que atravessam gerações e alimentam o imaginário popular. Entre elas, destaca-se o Engenho Lagoa do Fumo e a intrigante Lenda das Moendas de Ouro.
O Engenho Lagoa do Fumo integra o conjunto de antigos engenhos que marcaram o ciclo da cana-de-açúcar no período colonial, atividade que teve papel decisivo na economia e na ocupação do território potiguar. Esses engenhos não eram apenas unidades produtivas: eram centros de convivência, trabalho e poder, responsáveis por moldar relações sociais e culturais que ecoam até hoje.
É nesse cenário histórico que surge a Lenda das Moendas de Ouro, uma narrativa popular passada de geração em geração. Segundo a tradição oral, o engenho esconderia moendas feitas de ouro maciço ou tesouros enterrados, protegidos pelo tempo, pelo silêncio e, dizem alguns, por forças sobrenaturais. A lenda mistura fatos históricos, imaginação coletiva e o fascínio natural que o ouro sempre exerceu sobre as comunidades rurais.
Do ponto de vista turístico, o Engenho Lagoa do Fumo e suas lendas representam um potencial valioso para o turismo cultural e histórico, especialmente quando integrados a ações de valorização do patrimônio, educação patrimonial e roteiros interpretativos. É o tipo de atrativo que desperta curiosidade, convida à reflexão e amplia a experiência do visitante para além do turismo convencional.
Ao preservar e difundir histórias como a da Lenda das Moendas de Ouro, São José do Mipibu reafirma seu papel como guardião de memórias que ajudam a contar a história do Rio Grande do Norte – não apenas nos livros, mas também na imaginação e no afeto do seu povo.

