Cidade Criativa

Cidade Criativa Brasileira: oportunidade para o Nordeste e para o Rio Grande do Norte

Brasileira de Cidades Criativas da UNESCO, reunindo gestores, pesquisadores, está acontecendo em Brasília, entre 25 e 28 de novembro, o IX Encontro da Rede empreendedores e representantes das 15 cidades brasileiras que integram essa rede dedicada à cultura, inovação e desenvolvimento sustentável. O encontro discute como a criatividade – aplicada à arte, gastronomia, música, design, patrimônio e turismo – pode transformar territórios em espaços mais dinâmicos, inclusivos e competitivos.

A Rede Brasileira de Cidades Criativas (RBCC), inspirada na iniciativa global da UNESCO, reúne municípios que adotam a economia criativa como eixo estratégico de desenvolvimento urbano e turístico. As cidades que integram a rede assumem o compromisso de fortalecer políticas culturais, ampliar o acesso à cultura, fomentar negócios criativos e criar experiências capazes de atrair visitantes e gerar impacto social positivo.

Embora o Brasil já tenha cidades consolidadas nessa agenda, o Nordeste e, especialmente, o Rio Grande do Norte ainda não integram a rede, o que abre espaço para um debate importante: por que não pensar em candidaturas potiguares para os próximos ciclos da UNESCO? O estado tem uma riqueza cultural expressiva – que vai da literatura ao artesanato, da música às tradições populares, da gastronomia aos territórios criativos naturais e urbanos. Natal, Mossoró, Caicó, Currais Novos, Santa Cruz e Tibau do Sul, por exemplo, possuem identidades culturais fortes e poderiam se beneficiar desse modelo de desenvolvimento.

O encontro em Brasília reforça que a criatividade é hoje um motor global para o turismo, gerando experiências únicas, ampliando o pertencimento das comunidades e fortalecendo a economia local. Para o Rio Grande do Norte, discutir “cidade criativa” significa ampliar horizontes e pensar o turismo para além do sol e mar – incorporando cultura, inovação, memória e identidade como ativos estratégicos.

A economia criativa é um caminho concreto para agregar valor ao destino, atrair novos mercados e modernizar a política de turismo do estado. É também um convite para que gestores públicos, instituições culturais, universidades, empreendedores e iniciativas como a Confraria dos Decanos do Turismo do RN reflitam juntos sobre um novo posicionamento para o turismo potiguar: mais criativo, mais integrado e mais sustentável.

O debate das Cidades Criativas da UNESCO chega em boa hora. Talvez seja o momento ideal para o Rio Grande do Norte entrar definitivamente nesse mapa internacional da criatividade.

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