Enquanto o RN se promove na FEMPTUR, Parnamirim se omite.
A 12ª edição da Feira dos Municípios e Produtos Turísticos do Rio Grande do Norte abriu suas portas no Centro de Convenções de Natal reafirmando o que o setor já sabe: o turismo potiguar pulsa, resiste e se reinventa a partir dos seus territórios.
Municípios de todas as regiões marcaram presença. Trouxeram cores, sabores, histórias e estratégias. Mais que estandes, apresentaram identidade. Mais que produtos, venderam pertencimento.
Chamou atenção, inclusive, a presença articulada da Paraíba – com governo e municípios de fronteira ocupando espaço, dialogando, promovendo integração e mostrando que turismo não reconhece limites geográficos quando há visão.
Mas, em meio a essa vitrine vibrante, uma ausência ecoou. Parnamirim não estava lá.
Um município com localização estratégica, inserido na Grande Natal, com ativos turísticos relevantes, história, cultura, litoral, potencial logístico e capacidade de articulação… simplesmente não apareceu.
E aqui não se trata de saudosismo, nem de comparação gratuita. Trata-se de coerência com o papel que Parnamirim pode – e deve – desempenhar no desenvolvimento do turismo regional.
Feiras como essa não são apenas eventos. São arenas de posicionamento. São espaços onde se disputa visibilidade, investimento, fluxo turístico e, sobretudo, relevância.
Enquanto isso, experiências como a de Touros mostram o caminho. Um estande vibrante, bem construído, ancorado em narrativa histórica – da Praia do Marco à identidade consolidada como terra do abacaxi. Um município que compreendeu o valor de contar sua própria história e ocupar seu espaço.
Parnamirim precisa decidir se quer ser protagonista ou figurante de um roteiro que está sendo escrito agora, diante dos nossos olhos.
Porque, no turismo, o tempo não espera. E o mercado também não.

