Dia das Mães

Entre serras e saudades: um Dia das Mães em Petrópolis/RJ

Tem domingos que nascem com um silêncio diferente. Não é ausência – é saudade bem acomodada no peito, dessas que a gente aprende a respeitar. Este será assim.

Aqui em Natal, entre cuidados e o tempo necessário para enxergar melhor o mundo, eu penso nela. Lá em Petrópolis, entre montanhas que guardam histórias e abraços, ela estará cercada, pela mãe que a formou, pelo filho que a completa, pela rotina que segue, ainda que o coração perceba a falta de um pedaço.

O Dia das Mães não é só presença física. É conexão que não precisa de estrada, ponte ou voo. É aquele fio invisível que liga o cuidado de quem foi mãe, o carinho de quem é filha e a ternura de quem também aprende, todos os dias, a amar como mãe.

Nereida, neste domingo, permita-se viver o tempo com calma. Sinta o cheiro do café que sobe da cozinha, escute as conversas que se entrelaçam pela casa, repare na luz que atravessa as janelas da serra. Abrace sua mãe com a delicadeza de quem reconhece a própria origem. Receba o carinho do seu filho como quem acolhe o futuro.

E, se em algum momento do dia o pensamento viajar, saiba que daqui, do lado de cá do mapa, existe alguém que também te abraça, mesmo que em silêncio, mesmo que à distância.

Feliz Dia das Mães, minha linda. Que Petrópolis te envolva com sua beleza e que o seu coração sinta, em cada instante, o quanto você é especial.

Com carinho,
Beto Lopes

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