Dunas do Rosado: um pedaço dos Lençóis Maranhenses no Rio Grande do Norte
Por Paulo Lopes – Turismo no Ar
Quem pensa que o Rio Grande do Norte já mostrou todos os seus encantos turísticos precisa colocar o pé na estrada e seguir em direção ao litoral da Costa Branca. É ali, entre os municípios de Areia Branca e Porto do Mangue, que está um dos cenários naturais mais impressionantes e ainda pouco explorados turisticamente do Estado: as Dunas do Rosado.
A aproximadamente 250 quilômetros de Natal, o visitante encontra uma paisagem que parece ter saído de outro lugar do Brasil. Um imenso campo de areia, com tonalidades que vão do branco ao rosa e ao avermelhado, desenhado permanentemente pela ação dos ventos. A comparação com os Lençóis Maranhenses é quase inevitável. Não se trata de dizer que são iguais, mas de reconhecer que o Rio Grande do Norte possui, na Costa Branca, um cenário de dunas de extraordinária beleza e personalidade própria.
E há uma explicação para as cores que tornam o lugar tão especial. Os sedimentos avermelhados provenientes das falésias são transportados pelos ventos e se misturam às areias de origem marinha, produzindo diferentes tonalidades e formas no grande campo dunar. A importância ambiental do lugar fez com que o Governo do Rio Grande do Norte criasse, em 2018, a Área de Proteção Ambiental Dunas do Rosado.
A unidade de conservação possui cerca de 16,6 mil hectares e abrange áreas de Areia Branca e Porto do Mangue, sob administração do IDEMA. O objetivo é preservar a biodiversidade, disciplinar a ocupação territorial e garantir o uso sustentável dos recursos naturais. É justamente essa condição de área protegida que precisa ser considerada quando se fala em transformar as Dunas do Rosado em produto turístico.
O caminho não é repetir modelos de exploração de outros destinos. É apostar no turismo de natureza, no geoturismo, na contemplação, na fotografia, na interpretação ambiental e na valorização das comunidades locais, sempre respeitando a fragilidade do ambiente dunar.

